Medeia a Revolução fez outro aborto:
Muda de nome o asco agora é vasco.
Fandanga a tropa é trampa é um desporto
De Moscovo que abriu um novo tasco.
Aqui até Otelo é laparoto,
A cantar de carrasco é um fiasco.
Do povo unido num gris de rato morto
Judas é presidente. É um engasgo.
O gáudio é de gadanho e de guedelha;
Come-se merda só porque é vermelha.
O crime é curial se for esquerdo.
Está o tempo sentado na sentina.
Ó musa és de trapos de cozinha!
Peço-te amor. Dás-me um poema azedo.