VI.

O político enxerto que faz papa
Da besta que cunhalizar mais pode
Do neurónio do povo fez zurrapa
Proletária que beija o cu do bode.

Descomunal do comunismo a lapa
Aqui se agarra com ventosas de ódio:
Relapso o amor só à socapa,
Beleza é maldição ninguém lhe acode.

Ó mutilante peste igualitária!
Nesta áscua esquerdíssima urticária
Meu crime é ter de opala e bronze os seios.

Se Vénus é venéreo das direitas
Para fuzilada já tenho as malas feitas.
Minha vingança é que são feios feios.