IV.

Corpórea e branca tornou-se a liberdade
Para lhe abrirmos todas as janelas.
Mas já desbota o alvo em alvaiade
Atacado de manchas amarelas.

O esplendor matutino em escuridade
Volvem os mistagogos de mistelas.
Do social é súcia a qualidade.
Calai-vos demagogias tão cadelas!

Mais que falido o consumido é cómico
É grilo na gaiola do económico.
Alma? de trapos. Livra! Nanja a minha.

Aqui estou de poeta e de passagem:
De Abril, o Mago, levo na bagagem
Uma última e bêbada andorinha.