IV.

Vamos ver o povo.
Dá cá o pé.

Mário Cesariny


De repente de riso sou de pedra.
O asco é um bom cirurgião.
Se o lótus é no lodo ferida aberta
Não me lixo. Ao lixo o coração.

A fome que no osso não acerta
É o jumento que leva a revolução?
Quem a cigarra no cálix de ouro herda
De burro o seu metal não é irmão.

Com pensativos pensos de Afrodite
Do miserere curei a hepatite.
Lacrimejar compete ao jacaré.

Peganhentos Cunhais de clara de ovo,
É fartar corações donos do povo!
Papagaio hop-lá dá cá o pé.