E fez-se luz e a luz o touro fez:
Os cornos eram estrofes de soldados.
Foi no tempo do pólen foi no mês
Do sémen, dos sabor, dos deslumbrados.
De salmo e de solário era a nudez
De amor, os animais demasiados.
Era a revolução. Era uma vez...
Eram na fábula os dias colocados.
Ó liberdade cruel como a beleza!
Fúria de trevos que só é acesa
Pelas áspides que no fundo se devoram!
És mais dócil ao fogo que a madeira
E só és mariposa verdadeira
Porque os ébrios de Abril te comemoram.