III.

E vi letras torcidas num braseiro
E vi que as quatro bestas estavam perto
E p’lo sétimo anjo trombeteiro
Foi da sétima praga o livro aberto

E vi que um grande vento era o primeiro
Versículo que sopra o Paracleto
E disse a pomba: “aqui é o cordeiro”
E p’la nuvem de almíscar foi coberto

Portugal que é velo porque vela
E da besta vermelha à amarela
Ausentaram-se os campos desolados

E o mostrengo rodou que Europa teme
Porque era Portugal senhor do leme
Por cantos nunca dantes escutados.