II.

Como de um peso lento sai a trova
Digo Abril. Bom dia Liberdade!
Ramifica-se em flores a Boa Nova.
Afinal estrela d’alva eras verdade.

Republicana é Vénus: tem-se a prova
Nas curvas amorosas da cidade.
Celeiros de canções são a desova
Do hábito do pus na claridade.

Ó visão! demais são tuas estrelas.
Um viveu de as esperar morreu de vê-las
E tombou a jurar que eras de gás.

Vieste para passar já que és vertigem?
És vidro? és diamante? és puta ou virgem?
Fica serenamente. Como a paz.