Ó liberdade, brancura do relâmpago
I.

Evoé! de pâmpano os soldados
Rompem do tempo em que Evoé! a terra
Salve rainha descruzando os braços
Com seu pé de papiro pisa a fera.

Na écloga dos rostos despontados
Onde dos corvos se retira a treva,
De beijo em beijo as ruas são bailados
Mudam-se as casas para a primavera.

Evoé! o povo abre o touril
E sai o sol perfeitamente Abril
Maravilha da Pátria ressurrecta.

Evoé! Evoé! Tágides minhas
Outra vez prateadas campainhas
Sois na cabeça em fogo do poeta.