Já as primeiras cousas são chegadas
I.

Tanta foice isto é coice desconfio...
Tanto de marx martelar já cansa.
Adrede é labirinto não me fio
No fio que o comício ao coro lança.

De tanto ruminar tanto Rossio
Numa canga aguilhando tanta esperança.
Tanto poder ao povo com feitio
De espezinhá-lo depois na governança.

Tanta denúncia. É a pedagogia
Da Revolução que o excremento avia
E não chegámos ao último terceto.

Recém-nascida apenas deste em cabra
Ó Liberdade! Não sei como isto acaba,
Não sei como acabar este soneto.