O Sacrifício
I.

É o câncer no Trópico do número
São aranhas ardis são as adredes
Arengas arpoando catecúmenos
São as raposas e os astros verdes verdes

É a lontra bilontra do inúmero
É a cidade de súbito e de sedes
É num ar litigante de energúmenos
Cardumes arquejando em suas redes

São os demais, os tais, são os acrílicos
Profetas proxenetas e políticos
É do povo coitado a lerda larva.

Espera rosa espera reconheço
Que as vespas me viraram do avesso.
Segue-se o amor no uso da palavra.