Urna Áurea
I.

Ó Pátria amada minha misteriosa
Que da Europa és a esfinge! És o rebate
De uma última pedra preciosa
Ou és cedo demais num tempo acre?

Sempre em tua estação desditosa
Deste mirtos em campos de vinagre.
Dá-nos consolação, ó nebulosa!
Sepultada no ovo do milagre.

Serás morte? Serás a comovente
Despedida do Anjo do Ocidente
Que a flor perdeu anunciando balas?

Nas quinas és a urna de um segredo:
Guardas a noite? o dia? és tarde? és cedo?
Louca e triste, ó Mãe, porque te calas?